Autor: Wagner Pereira

O fato deve servir de alerta para todas as instituições de segurança pública, em especial para as Guardas Municipais, que flertam constantemente com o pseudo militarismo, que através de seus gestores, preferem adotar dogmas protecionistas estigmatizados pela antiquada caserna do que promover ações meritocráticas.
A inteligência passa ser a nova arma contra o crime, preparando não só seus oficiais, mas promovendo oportunidades de qualificação a todo efetivo, pois sem educação dificilmente teremos cidadania policial e nem como reverter a perspicácia dos atuais detentores da segurança pública que a monopolizam para a transformarem em instrumento político.
A proposta da formação do policial cidadão é uma característica intrínseca das Guardas Municipais, que são pioneiras em vários modelos de ações de segurança, quebrando paradigmas e modernizando alguns conceitos tradicionais, que proporcionam uma maior aproximação entre sociedade e os órgãos de segurança, fato muito bem observado pelo Capitão Ironcide.
Esperamos que as Guardas Municipais despertem para valorizar seu papel comunitário e que seus oficiais possuam preparo e dedicação dessa magnitude, podendo assim inserir suas Corporações efetivamente como órgão de segurança pública, aproveitando o início dos trabalhos para positivação da norma que definirá suas atribuições, pela Comissão instituída pela Portaria 039/2010 da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Caro Pereira,
ResponderExcluirDe fato há de existir resitência, pois a questão é única:
Como manter o status?
O comando é indiscutível, deve ser seguido sem haver questionamento, porém os absurdos acontecem por:
Inexperiência;
Incompetência;
Ingerência.
Inexperiência por comodismo, medo de alçar vôo e conquistar espaço, assim a inexperiência é fruto da não aplicação de novos métodos, porém figura no glossário superior termos técnicos que estão distante de sua aplicação, ou seja, aquilo que se fala é impraticável, pois não há pessoa habilitada ou capacitada, com autonomia, de conduzir projetos importantes à nossa Instituição, assim presenciamos erros primários sem reconhecimento de culpa, apenas a responsabilização de outro, que, sequer tem autonomia de decisão. Responsabiliza-se o operador por erros ou omissões administrativas. Cabe citar as regulamentações que deixam de existir por, simplesmente, achar-se que tudo é regulamentado, sem verificar a necessidade de instruir o subalterno, o qual acaba respondendo criminalmente, civilmente e adminstrativamente por seus atos, porém com grande influência daquele que determina;
Incompetência pela forma que lida com assuntos técnicos, os quais dependem de pessoas preparadas, o que não significa a inexistência de pessoas com perfis empreendedores, mas a centralização de decisões que travam todos os processos, implicando na vivência com "supostos" sucessos que simplesmente reflete a vontade de alguns, ou seja irrealidades;
Ingerência é a ausência de autonomia nas tomadas de decisão, havendo a instituição de um paradgma que conduz o pensamento de que os ocupantes de cargos inferiores não são suficientes bons, nem, ao menos, para sugerir.
A realidade busca, com base no mérito do indivíduo, pessoas que possam conduzir uma Instituição grandiosa, porém encontra resistência na sustençao de cargos que não admite equiparação.
É o homem e sua insepárável vaidade, desta forma, meritocrática, temos pessoas valorosas, as quais buscam especialização, porém, por falta de aproveitamento, temos este alto indice evasão, superior as demais carreira públicas, pela qual, o profissional, por ausência de oportunidades, sai em busca de novos caminhos.
Referente artigo, a preparação do operador é essencial, pois ele representa a Instituição, e, somente com a boa prestação de serviço e o reconhecimento daquele que servimos, poderemos evoluir, o que esperamos há vinte e cinco anos, porém não podemos reclamar, pois fruto que colhemos é da árvore que plantamos ou plantaram para nós.