Autor: Wagner Pereira
Bacharel em Direito pela Universidade São Francisco
O Movimento pela legalização da maconha iniciou no dia 07/05/11, a manifestação conhecida como Marcha da Maconha, que percorrerá 17 cidades do Brasil, com a proposta de regulamentar desde o plantio ao comércio, justificando que a violência ocorre em razão de sua proibição, conforme destacado na matéria "Marcha da Maconha inicia série de 17 protestos pela principais cidades do país", publicada no Portal UOL.
Bacharel em Direito pela Universidade São Francisco
O judiciário deveria se manifestar se o movimento faz apologia ao crime, vez que o comércio e uso são proibidos, aprofundando as discussões sobre a legalidade de manifestações desta natureza.
A lógica apresentada pelo movimento é de difícil compreensão, pois justifica que deve haver limitadores para compra, o que soa estranho, pois se a substância não causa malefícios essa limitação não seria necessária.
A maconha é classificada atualmente como droga psicotrópica perturbadora natural que altera o funcionamento do cérebro.
O álcool é classificado como droga depressora que diminui a velocidade do funcionamento do cérebro
Evidente que teremos uma variedade de conceitos que justificam que o uso moderado não traz malefícios, porém, o que era para ser regra se torna exceção, e o pior como identificar e fiscalizar o abuso
A Lei nº 11.705/2008, conhecida como Lei Seca, estabelece a proibição:
“Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência”
Acredito que a maconha esteja inserida neste contexto, mas como identificar seu uso?
O exemplo mencionado parece banal e simplório, mas pode causar enormes transtornos, o que precisa ficar claro é se a maconha altera ou não o comportamento de seu usuário, pois nos sentiríamos seguros ao sermos atendidos pelo médico, juiz, professor ou policial que tenha fumado um simples cigarro de maconha antes de iniciar seu serviço?
O odor provocado pela queima da maconha é insuportável para que não a utiliza, seria possível acender um cigarro de maconha em local público?
O tabaco e o álcool são a porta de entrada para o uso de drogas, geralmente iniciadas pelo uso da maconha e do ecstasy, por parecerem inofensivos, razão em que há campanhas mundiais dos órgãos de saúde pela limitação de seu uso e de leis de proibição de propagandas de cigarro.
Atualmente assistimos o alarde causado pelo Oxi, uma nova droga com elevado poder destrutivo, porém que pode ser adquirida por apenas R$ 2,00 (dois reais), conforme noticiado na matéria “Uma droga pior que o crack”, publicada no Portal Diário de SP, preocupação que foi brilhantemente abordada no artigo "Crack ou Oxi, sinônimos de morte", elaborado por Archimedes Marques , demonstrando que algo precisa ser feito urgentemente, provavelmente legalizar drogas não seja a solução.
Quando falamos em fiscalização nos referimos aos menores, que não capacidade ideológica formada para fazer uso de tal substância, assim como e feito com o álcool e com o cigarro. NUNCA falamos que a erva não faz mal, tudo que em excesso é maléfico, e por isso falamos em fiscalização.
ResponderExcluirQuanto ao dirigir, sabemos que o uso da maconha afeta a nossa percepção, aí vai a conscientização como é feito em mídias com a frase "se beber, não dirija", o mesmo seria feito "se fumar maconha, não dirija".
Pense no dinheiro arrecadado pelo governo e que seria revertido em saúde,esporte e educação, pense e quantas pessoas não iriam arriscar suas vidas indo até uma boca de fumo, em quantas seriam privadas das mãos dos traficantes.
Outro ponto que você tocou, não defendemos a legalização das drogas e sim da maconha por isso o nome do nosso manifesto é "marcha da maconha", talvez conhecer um pouco mais sobre o assunto te faça refletir melhor, siga o "mandamento" de Nitiezche "Pense por si só". Não estou menosprezando teu ponto de vista, mas acho ele um tanto deturpado.
LEGALIZE BRASIL 2012.