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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ambiente de Trabalho Saudável

Autor: Wagner Pereira

A construção de ambiente de trabalho equilibrado e saudável é um dos grandes desafios do serviço público, a regra é insalubridade, periculosidade, tensão entre tantos outros motivos.

Os mirabolantes planos e metas da empresa serviço público deverá mostrar aos clientes eficiência através dos resultados, mas cadê o lucro?

A valorização profissional é ausente na maioria das categorias profissionais, aplicação dos princípios de qualidade de vida, mediação de conflitos, capacitação, oportunidades de ascensão na carreira, trabalho de equipe, segurança no trabalho, são apenas teorias que sequer são iniciadas, apenas discutidas em alguns ciclos de palestras ou seminários, pouco é colocado em prática.

Mesmo com essas adversidades, temos vários profissionais que não desistem do compromisso com a população, não visam lucro ou resultado estipulado em metas, buscam ensinar, proteger e cuidar de todos sem qualquer distinção, podemos citar os Guardas Civis Metropolitanos que lutam incansavelmente para promover a segurança na Cidade de São Paulo, mesmo com salário base de R$ 534,10 e nas condições tão constrangedoras retratadas na matéria “Mato é usado como banheiro por GCM em parque” publicada no Jornal AGORA SP, na edição de 24/04/2010.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ações Definitivas

Autor: José Ubirajara Targino da Silva

Façamos a seguinte análise para dispor de uma provável tese a médio prazo:

Quais as mudanças significativas na GCM ao longo da atual gestão?

Segue algumas:

a) Criação da Escola de Comando da GCM;
b) regulamentação das atribuições da GCM;
c) convênios com a Polícia Militar;
d) transferência de atribuições da GCM à PM;
e) enfraquecimento do poder de atuação da GCM;
f) novos mecanismos de comunicação da GCM vinculados e supervisionados pela PM;
g) protelamento de tomada de decisões trabalhistas salariais;
h) desativação de bases fixas e transferência de algumas à PM;
i) desvio do foco policial para social das ações da GCM;
j) indicação de coronéis e demais militares para diversos cargos municipais, inclusive sub-prefeitos;
k) supressão e posterior re-criação da Secretaria Municipal de Segurança Urbana;
l) criação da "Ouvidoria" da GCM;
m) possibilidade de ações da GCM desarmada e/ou sem uniforme; etc...

Percebemos que não é apenas uma questão de opinião política e sim um procedimento muito bem orquestrado e com um objetivo final.

Percebemos que tais ações interferem diretamente na estrutura funcional da GCM como "comportamento de Comando" e na moral dos integrantes em geral em face da opinião da municipalidade.

Como praticamente todas as mudanças afetam em grande parte os escalões superiores com a premissa de "poder de decisão", somente quando as ações DEFINITIVAS começarem a ser aplicadas diretamente nos "praças", isto é, nos guardas de 1ª, 2ª e 3ª classes e Classes Distintas é que poderemos vislumbrar concretamente o futuro da Guarda Civil de São Paulo. Até o momento não se vislumbra "progresso", apenas estagnação...


Acessem o Blog GCM Ubirajara Targino

terça-feira, 27 de abril de 2010

Isto muito me preocupa!

Autor: Wagner Pereira

O anúncio da possível criação do Ministério da Segurança Pública realizado por José Serra, caso logre êxito na eleição presidencial, nos intriga pela justificativa apresentada de peitar o assunto, pois a situação no Brasil é gravíssima.

A experiência concreta que temos é a da Segurança Pública do Estado de São Paulo, que em 2006 ficou a mercê do crime organizado numa exibição jamais vista da impotência do Estado, retratada no documentário São Paulo Sob Ataque do Discovery Channel, o confronto entre Policiais Civis e Militares em 2008, o convênio celebrado com a Prefeitura do Município de São Paulo que institucionalizou o “bico” oficial aos Policiais Militares, através da atividade delegada em 2009, a operação padrão dos Delegados da Polícia Civil em 2010.

No final de dezembro de 2009, fora celebrado convênio entre Ministério da Justiça e Prefeitura do Município de São Paulo, que destinou 23,5 milhões de reais a serem investidos na Guarda Civil Metropolitana.

Não podemos esquecer o programa bolsa formação que destina R$ 400,00 aos Guardas Civis Metropolitanos, que atualmente recebem salário base inicial de R$ 534,10.

Neste contexto, qual o projeto para as Guardas Municipais estariam inclusas na eventual municipalização, unificação, piso nacional da segurança pública, aposentadoria especial?

Isto muito me preocupa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O PODER EXECUTIVO

Autor: Márcio Augusto de Salles

O Poder Executivo Estadual e Municipal são uma casa de alto nível e o Senado é uma casa de altissimo nível, mas falta representatividade para nós GCM's, que somos menos favorecidos.

Os veículos de comunicação seja da capital, interior ou litoral, vem noticiando que vivemos num estado de medo extremo, de repente aparece um oficial da policia militar dizendo que está tudo sobre controle e que o “toque de recolher” é uma mentira, não passa de e-mail's mentirosos, não sabemos se é voluntário ou não.

Só sabemos que é realidade, porque estamos na rua dando a cara para ser batida enquanto alguns aproveitadores estão tentando convencer a população “sem sucesso” que está tudo bem.

Muito se fala em investir milhões em Copa do Mundo, muito se falou na comemoração dos 50 anos de Brasilia, na verdade, seria um dia de homenagem ao grande guerreiro pela liberdade “TIRADENTES”, fato que não podemos esquecer ainda que o povo Brasileiro enalteça a memoria do Heroi, encarregado , refém do medo, da violência e da Humilhação.

É facil colocar a culpa na Policia Militar e na Guarda Civil, que não conseguem combater ou diminuir a criminalidade e o comércio ilegal que esta ocorrendo em nossa Cidade, em nosso Estado e em nosso Pais.

A ausência do Estado, não só na capital, como também no interior e no litoral, sem qualquer pudor, sem qualquer senso de vergonha, por parte do poder executivo (Municipal, Estadual e União).

Será que ninguém enxerga que muitos projetos são uma mentira, simplesmente para tirar o foco da situação critica que esta acontecendo, na segurança, na saúde, na educação, como também no saneamento basico etc.

Será que os Desembargadores do maior Tribunal de Justiça da América Latina ( “Grande só no Tamanho”), será que são tão alienados ao cúmulo de “derrubar” liminares que obrigam o Estado a oferecer um minimo de dignidade para a população, quando juizes de primeiro grau determinam que certo setor fiscalize tal situação, aplicando multas e punições a quem esta na linha de frente para tentar combater ou diminuir certos atos ilicitos ou será que ninguém enxerga que a população esta sendo humilhada, quando é atendida na saúde na educação na segurança.

Como acreditar no estado democratico, quando assistimos nos programas de televisão e jornais criticas somente criticas que os servidores públicos seja ele federal estadual ou municipal, seja da saude da educação da segurança etc...

Qual é a atitude correta?

A ausência do Estado está inclusive, no péssimo exemplo constatado na falta de transparência daqueles que ficam atrás da mesa, delegando ordens fingindo que nada esta acontecendo, isso é uma falta de respeito com quem esta na rua combatendo diversos tipos de delitos e ainda tem cara de pau de através dos meios de comunicação falar que esta tudo sobre controle, que isso não passa de conversa fiada ou de pessoas que querem deixar a população com medo, não é ele que dia a dia esta de frente com os problemas da sociedade.

Será que o sistema fez um treinamento para que estes que se dizem comandantes, vem ao publíco dizer simplesmente que esta tudo sobre controle?

Então será que podemos cobrar uma população a obedecer a um estado que ela só conhece por meio de viaturas da policia e por meio da violência, como seguir um estado que nega a Saúde, impõe humilhação e não se faz presente para o bem coletivo.

Então, a culpa dos acontecimentos, tanto outros que virão, esta na visão alienada e deturpada de magistrados, na nefasta indolência do Ministêrio Publico?

Então de quem será a culpa?

Ou será que é do sistema que hoje se impõe no Estado.

Amigos GCM'S, vamos ficar muito espertos tanto nos dias de folga ou dias de serviços porque estamos em uma situação de risco e todo cuidado é pouco.

domingo, 25 de abril de 2010

Política Salarial Mínima

Autor: Wagner Pereira

As perdas salariais do funcionalismo público são alarmantes, a defasagem há muito passou do inaceitável, principalmente após alguns “aventureiros” passaram a tratar o serviço público como empresa, visando sua falência iminente, traçando metas, aplicando conceitos absolutos da multifuncionalidade, pois técnicos e especialistas estariam fadados ao fracasso, determinando que a população seja o cliente, os mais inovadores atribuindo que órgãos da administração públicos teriam como clientes outros órgãos públicos.

Infelizmente, alguns funcionários de carreira acreditaram nessa premissa falaciosa, esquecendo que cerca de 30% das empresas fecham antes de completar um ano, aumentando para 64% no período de seis anos, o que não ocorre no serviço público, não vemos escolas, hospitais, delegacias, parques, praças sendo desativadas.

As metas mirabolantes em nenhum momento possuem concretude na valorização profissional e melhoria nas condições de trabalho dos servidores públicos, há uma gama de empresas terceirizadas que recebem valores consideráveis por sua prestação de serviço, porém pagam salários ridículos aos seus trabalhadores, lamentavelmente temos que escutar que este é o modelo do futuro.

O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias do Município de São Paulo – SINDSEP realizou estudo sobre a evolução do piso de nível básico, médio e superior, apontando no comparativo ao salário mínimo uma defasagem de 22,95%, no período de 2005 à 2009, sendo alarmante o fato do piso operacional ser de R$ 439,86, ou seja, inferior ou salário mínimo vigente de R$ 510,00. A situação resulta na convocação de todos os servidores para comparecerem ao Ato Geral a ser realizado no próxímo dia 27/04/2010, às 14h, em frente a Secretaria Municipal de Gestão.

No caso da Guarda Civil Metropolitana a situação é mais crítica, pois apesar do cargo exigir escolaridade mínima de nível médio, o salário base é de R$ 534.10, contrariando, o piso para cargos de nível médio de R$ 644,96, sob a alegação de que esses profissionais fazem jus à gratificação de 60%, ou seja, mesmo que ocorra correção na tabela de vencimentos dos servidores de nível básico e médio, esses profissionais não seriam contemplados.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana anunciou em seu portal oficial, no dia 30/12/2009, os projetos de lei ou decretos em analise pelas secretarias setoriais, entre eles criação de gratificações, concursos de acesso e ingresso, revisão do plano de carreira, prêmio de desempenho, aposentadoria especial, entre outros, porém, passados quase 5 meses nada fora concretizado, conforme informação do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo – SINDGUARDAS, Associação Brasileira dos Guardas Municipais - ABRAGUARDAS e Associação de Inspetores das Guardas Municipais, em seus respectivos portais e blogs.

O Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de Escolta e Curso de Formação do Estado de São Paulo – SESVE SP disponibiliza convenções coletivas que estabelecem piso de R$ 1.009,00 para Vigilante de Escolta e R$ 909,00 para Vigilante Patrimonial.

A dúvida é latente como o terceiro maior orçamento público do país, não tem condições de remunerar melhor seus Guardas Municipais do que as empresas privadas aos seus profissionais?

Por mais que tentem nos impedir, nós iremos até o fim, vamos lutar, devemos lutar no centro e nas periferias, lutaremos com crescente confiança e força crescente em nós, devemos defender nossa Cidade, bairro por bairro, rua por rua, qualquer que seja o custo, nós lutaremos, superaremos o medo, o frio, a chuva, a fome, o cansaço e a descrença, buscaremos a paz, a mediação e a segurança de todos, lembrem-se: nunca nos renderemos! (baseado no discurso de Sir Winston Churchill).

sábado, 24 de abril de 2010

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE PARA ISABELLE:URGENTE!

Enviado por Adriana(email:adriandac@ig.com.br)


Nome: Isabelle Mayra Alves Agostinho
Data de Nascimento: 01/06/2006

Portadora de Leucemia Mielóide Aguda, Neoplasia Maligna – CID C92.0.

Valor das Ampolas: Aproximadamente R$ 10.900,00 (para um mês de medicação).

Necessitaria pelo menos para dois meses para que entre em remissão e assim poder transplantá-la em SP.

Empresa que faz a Importação do medicamento da Europa: Medic Supply (Localizada em São Paulo) - www.medicsupply.com.br - (11)8689-8607 (Rodrigo)

Esta é a linda borboleta Isabelle, tem 4 aninhos, mora em BH/MG e é Sobrinha da ICR Das Das Dores, chefia da IR-Capela do Socorro.

Conforme sua mãe Karine e laudos anexos, ela teve recaída da doença que foi descoberto na semana passada. Ela está internada e o caso se agravou. CANCER DE MEDULA.

Precisa tomar com URGÊNCIA um medicamento que se chama:

TRIOXIDO DE ARSÊNIO é uma droga ( remédio quimioterápico) para que entre em remissão da doença ( limpeza do sangue e da medula ) e possa fazer o transplante de medula.

Infelizmente, o fato do medicamento ainda não ter sido liberado pela ANVISA no Brasil, só é conseguido fora do País. Já foi feito alguns contatos e este medicamento custa em torno de US$ 3.600 ( dólar).

Para este medicamento chegar até a Isabelle a família precisa reembolsar mais ou menos, R$ 10.900,00 ( dez mil e novecentos reais).

A família não tem esta quantia, estão tentando vender o carro, mas está complicado, pois ele ainda está alienado. Estão tentando conseguir o medicamento pela Justiça também, mas como ela precisa tomar o medicamento com urgência, esta sendo tentando de todas as formas o que sair primeiro é este.

Em Belo Horizonte tem várias pessoas tentando ajudar fazendo Rifa, Internet, Ong, Doação, enfim fazendo o que pode. Ela precisa tomar este medicamento durante 1 mês mais ou menos. Logo depois disto ela será enviada para São Paulo para fazer o transplante de medula que será da própria medula dela. Em Minas não tem este tipo de transplante, por isso terá que ser feito aqui em São Paulo e para ela vir PRECISA tomar este remédio antes.

Pensando na grande família GUARDA CIVIL, tenho certeza que esta corrente de solidariedade ira mobilizar a todos. Esta sendo aceito qualquer doação em dinheiro conforme segue e ainda que caso alguém tenha alguma facilidade, meios ou conhecimento em adquirir o medicamento entre em contato nos telefones:11-5921.4217/9959.4424 Adriana(email:adriandac@ig.com.br) ou Insp. Das Dores 11-9736.6194(email mariadasdores4@gmail.com).

Você que tem acesso a mídia, imprensa, políticos, blog.... divulgue incessantemente, sugira algo, passe aos seus amigos e contatos, pois esta é uma corrida contra o tempo pela vida de Isabelle. Este é o contato de Karine(mãe)031-8824-5308(email: esteves.karine@gmail.com) ou Marli Lilury (31)3441-0310.

BANCO: C.E.F AG.:0083 CONTA:17863-7
Banco Itaú AG. 3077 C/C: 29652-7 JANETE ANTONIA ESTEVES ALVES(AVÒ)

Ah, claro, precisamos muito de orações também!!!!!!!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

VENDEDOR DE SONHOS

Autor: Carlos Augusto Machado

Há fatos que por serem misteriosos tornam-se fascinantes, assim é o cérebro humano. Nosso encéfalo comporta e processa muitas informações, sua estrutura, seus neurônios e escaninhos são os precursores dos modernos hardwares e softwares da informática.

Assim ainda temos um vasto campo neurológico a ser desvendado. Em nossas memórias residem experiências, emoções e acontecimentos depositados como um arquivo. São músicas, paixões, idéias, opiniões, e sonhos.

É inegável a sensação de que muitas das convicções e valores foram construídos na juventude. E com este espírito, de idealismo, certo ar de descompromisso, mas muitas rebeldia, podemos discorrer ao ilustre paulistano o porquê de termos a pretensão de compararmos alguns governos e sua política voltada à segurança urbana.

De imediato, desde a criação das jovens corporações municipais, há uma enorme demanda por serviços que muitas vezes apesar de extrapolar suas atribuições constitucionais são satisfatoriamente atendidos, desde que se tenha recurso humano motivado. E a incidência deste atendimento ocorrer e mais comum do que se imagina.

A despeito de existirem políticas voltadas à segurança local difundidas com muito alarde, porém o que temos é a pouca efetividade. Bem como a aprovação no âmbito legislativo de normas que não só atrofiam o crescimento da corporação, elevada recentemente ao status de essencial, mas que na prática sofre apenas o repúdio das autoridades.

A lembrança é muito importante, sobretudo em quem votamos, ou seja aquele que escolhemos para nos representar, o(s) mandatário(s), o nosso eleito, estribado em propostas e compromissos assumidos junto a sua base eleitoral. O pressuposto e que a base deva ser honrada, atendida, incentivada e ampliada. Não somente em quantidade, mas também na qualidade de seus eleitores, que apontaram as demandas a serem solucionadas.

No momento do sufrágio houve a opção por um nome de menor rejeição, oriundo de nosso meio, um guarda. O critério adotado foi simples e prosperou . No entanto apesar de ser o mais votado entre os candidatos do quadro, não atingiu o coeficiente eleitoral, e em suma não foi eleito.

Muito se disse nos pleitos e gestões anteriores, como o nosso infortúnio e mesmo a proximidade da extinção. Não creio que esta hipótese ou teoria vingue, pois ainda dispomos de muita lenha, e resistimos bravamente. Nosso mister sempre possuiu características intrínsecas, essenciais. Trata-se do caráter pro societa, ou seja, a proximidade com a comunidade. Por vezes alvo de tentativas de distorções. Cabe mencionar não só o lema: aliada, protetora e amiga.

O que vemos inclusive em esquadrões especiais, como a Guarda Ambiental, é o espírito de mediação e pacificação. Reputo que as Guardas Civis se não forem as instituições mais antigas, porém devam ser aquelas que melhor retratam o ideal de cidadania.

E em alguns momentos achamos estar perto do fim. Entretanto, o que houve foram pequenos avanços. Quando não eram tímidas melhorias salariais foram recursos técnicos. Ambos ao mesmo tempo era ser muito utópico.

Sabemos que o mandatário não é um ser onisciente quanto as necessidades e prioridades do munícipe. O gargalo foi localizado, pois a política de segurança local não é prioritária.

Trata-se de uma competência que vem sendo interpretada como exclusiva. A destarte, a Constituição Cidadã não trata dessa forma permitindo uma exegese ampliativa, frisando-se como uma responsabilidade de todos e “um dever do Estado”, certamente entendido lato sensu.

Nas próximas eleições será conveniente ponderarmos sobre nossos objetivos, a difundida valorização profissional, e evitarmos o voto em candidatos aventureiros que brincam não somente com sonhos, mas com vidas. Lembrem-se a cada ano são poucos os políticos que se reelegem, não podemos ficar à mercê de oportunistas que aviltam nossa dignidade.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SABe que ERRA

Autor: Márcio Augusto de Salles


SABe que ERRA, na educação, na segurança, na saúde, ERRA em tudo.

Quando se observa as políticas que o governo estadual e municipal, aplicam no Estado e no Município em relação ao funcionalismo e aos servidores públicos, em continuidade as medidas dos governantes anteriores, já esta ,mais do que claro que os servidores são verdadeiros inimigos que devem ser aniquilados, parecendo uma espécie em extinção.

Eles obedecem ao plano do sistema do imperialismo capitalista, a cada dia, o governo seja estadual ou municipal edita leis, decretos resoluções e portarias que estabelecem um ambiente de terror em todos os setores públicos do estado e do município, retirando direitos e estabelecendo uma competição selvagem entre os servidores para a obtenção de melhorias salariais na forma de bônus e gratificações.

Todo beneficio salarial ou profissional está condicionado ao fato do servidor abrir mão de algum direito, a começar pelas licenças ate mesmo por motivo de saúde.

O governo estadual e municipal demonstra seu desprezo para com o funcionalismo publico de varias formas, uma delas é ignorar simplesmente as leis Federais, Estaduais e Municipais.

A forma com que o governo trata os servidores e lida com os serviços públicos, refletindo diretamente no atendimento a população.

A propaganda milionária do governo não é capaz de esconder que a saúde, a segurança e a educação vão mal, o transporte, trem, metro e ônibus não atendem as necessidades sendo assim mais uma vez obedece ao sistema capitalista.

A educação, a saúde e a segurança estão entre os piores avaliados no estado, os programas de habilitação foi abandonada, a segurança pública esta um caos.

Nos pronunciamentos dos governantes estaduais e municipais e de seus secretários, os servidores e seus sindicatos, são constantes desqualificados, também estão sobre o controle do sistema capitalista.

Em minha opinião a democracia não alcança os movimentos sociais e quando um sindicato de servidores realiza uma greve para reivindicar os direitos da categoria, a resposta é a repressão, a intimidação, a punição e o assédio moral, isso não é democracia e sim ditadura.

Quem utiliza o serviço público incluindo os hospitais, postos de saúde, escolas e outros serviços, é a parcela mais pobre da população quando se nega a investir nestes serviços, remunerar adequadamente os funcionários, criar planos de carreira adequados e garantir na pratica e no comprometimento, retira da população o direito de ser bem atendido e obter soluções para suas demandas, mais uma vez desrespeitando a Constituição Federal.

Infelizmente políticas implementadas pelo governo estadual e municipal, não são apenas demonstração de incompetência, mas é parte de uma concepção que reduz o papel do Estado ao mínimo, repassando atribuições e dividindo financeiros para organizações privadas “A terceirização” dificultando o controle social sobre os serviços prestados para que se melhore, para isso precisa uma profunda alteração nas diretrizes governamentais no nosso estado e município, para podermos trabalhar no sentido de recuperar o tempo perdido, valorizar o funcionalismo público e prestar a população serviços públicos de qualidade e obedecendo a Constituição Federal e os direitos humanos, e para melhorar o serviço público temos que qualificar a maquina pública com a contribuição de todo o funcionalismo e servidores públicos, numa visão de respeito a seus direitos como trabalhadores e cidadãos, entretanto os governantes não admitem que seus modelos de gestão esteja em crise.

Tratando de um governo autoritário e arrogante que destroem a carreira do funcionalismo excluindo os aposentados que anos estão sem uma melhoria salarial e isso acaba perdendo o poder de compra e maltratando a população.

O funcionalismo tem que buscar a união dos próprios conselhos de política de administração de pessoas seja através da articulação entre sindicatos associados, centrais sindicais, federações e confederações.

Todas as categorias que compõem os funcionalismos públicos, federais estaduais e municipais têm uma demanda acumulada de reivindicações com os governantes. O governo não dialoga, não negocia, e ignora qualquer reivindicação, obedecendo as ordens do sistema do imperialismo capitalista.

Quando estoura as greves é porque o governo não atende as necessidades dos servidores e nem sequer promove a efetiva democracia dentro do próprio estado, os governantes e seus auxiliares procuram jogar a opinião pública contra os seus servidores utilizando-se de seus fortes apoio a mídia. Mas este jogo esta ultrapassado. Há uma insatisfação enorme contra o governo federal, estadual e municipal, não apenas entre nos funcionários públicos, mas também na população em geral que precisa usar o serviço público cada vez pior.

A qualidade é ter que esperar meses por um agendamento, no caso da saúde pública p próprio funcionário sofrem com o péssimo atendimento no HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL (HSPM) e também com aas pericias médicas, onde é submetido a toda sorte de humilhações, e por todos esses motivos que eu como Diretor Municipal da UNSP e Secretario da Nova Central, juntamente com a Confederação, Federação dos Servidores Públicos vamos, discutir com inteligência as melhorias e encaminhá-las para o nosso Governante para que temos sucesso e satisfação nas solicitações de melhoria para os servidores e a população, convidamos todos os funcionários públicos federais estaduais e municipais a participar do grupo de estudo e educação.

As reuniões do grupo de estudo e educação acontece na primeira quarta feira de cada mês as 19hs, mais detalhes por telefone 11- 3106-0538 ou pelos email’s: marciodesalles@yahoo.com.br ou unsp@unsp.org.br.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

À Guarda Civil Municipal de Guarujá

Autor: VICTOR NASCIMENTO DOS SANTOS
Psicopedago, Professor, Educador e Ex-Guarda Municipal

Não existe uma única pessoa na vida que não tenha ficado desapontado devido a expectativas não atingidas. As coisas nem sempre funcionam como planejamos ou sonhamos. Obstaculos inesperados, eventos não programados ou a ocorrência de circunstâncias fora do nosso controle podem fazer nossos sonhos irem por água abaixo. É incrivél como nossas esperanças podem desaparecer depois da dor do fracasso ou do desânimo causado por constrangimentos.

Quantos desistem frente aos fracassados. Quantos se ressentem, amarguram e desistem quando encontram dificuldades. Problemas? Quem não os tem?

A diferença fundamental entre quem vence e quem perde está em como encaram seus fracassos. E mais, como aproveitam as lições que a derrota momentânia lhes deu. Mais importante que ganhar é completar a corrida e jamais esqueçamos que a vida não é composta de uma única corrida e sim de várias . Perder uma não nos dá o direito de desistir.

Perseguir para quê?

Sei do "como" é dificil ostentar um uniforme azul em nosso dia-a-dia; Sei o quanto foi dificil correr de uma criança, disparando seu revólver na minha direção e de outro colega, na Praia da Enseada; Sei o quanto é dificil patrulhar e sentir-se impotente diante de uma situação de roubo na Avenida Mal Floriano Peixoto às 23 horas, com o ladrão em posse de uma pistola; Sei o quanto é dificil adentrar a rodovia Piaçanguera juntamente com outro colega, num domingo à tarde, com o trânsitpo parado, e de repente, individuos começarem a atirar na Viatura Kombi e, para nos protegerrmos, tivemos que fugir de marcha ré: Sei o quanto é dificil, após trabalhar 12 horas noturnas, irmos na sequência a uma "medição de uniforme" as 09 horas da manhã, mas só que na verdade, entramos num ônibus, sem oriientação alguma, para uma desapropriação; E a fuga na Delegacia, Guaruá parou naquele hora do almoço...

Sei o quanto é dificil seputar alguns AMIGOS cerdadeiros, dente eles, meu amigo, GCM Costa;

Sei quanto é dificil ir a Brasilia num Fiat Uno entregar projetos, acreditando num sonho, que a Guarda Municipal do Guaruja pode ser a melhor do Pais; Enfim, sei o quanto é dificil meus nobres!

Aos leitore, saibam que existem dois lados: o de fora do uniforme, "seres humanos comuns", e o de dentro do uniforme "cidadãos guardas" com muita vontade de dar o melhor de si para a humanidade, para a comunidade.

Agradeço a DEUS por ter sido um bom profissional e, após 7 anos, ter tido a oportunidade de exercer "comando" mesmo que interinamente, e ter ajudado muitos amigos com muitas resoluções de problemas.

Depois disso, o Papai do Céu acabou por contemplar-me com a oportunidade impar de exercer novamente uma chefia, de maneira democrática, sendo ELEITO pelos colegas guardas e contudo, não me iludi com o "poder".

Fui o primeiro Corregedor da Cidade de Guaruja e confesso que foi a fase mais dificil na minha carreira dentro da Guarda civil. O mais legal é que para ser corregedor é necessario ter nivel superior e ser guarda civil DE CARREIRA, o que valoriza a tropa e estimula muitos guardas a cursarem, enfim, a faculdade.

E mais além, conseguimos a promoção de carreira, auxilio uniforme, direito ao acesso a cursos SENASP e hoje somos pronasci, e o mais valioso troféu para a corporação: o INFOSEG. Somos modelos para outras Guardas Civis do Brasil. Somos os melhores sim. Muitos sabem quem destes OBJETIVOS COLETIVOS!

Meus nobres, agradeço a cada minuto, a cada segundo, por ter respirado ares profissionais de uma Corporação tão gloriosa. Dentro da Guarda Civil do Guaruja , FIZ MINHA PARTE, e tenho certeza disso! Foram 10 anos e 20 dias de História. Muitas situações ruins sim, mas uma vasta oportunidade de crecimento e de benções, FORMAÇÂO DE CARATER, e muitos, mas muito amigos.

Desejo muita luz e sabedoria a todos, esperançoso que tenham a cada dia, muito mais glórias por comemorar.

Finalizo com o seguinte ensinamento " A VONTADE DE DEUS NUNCA IRA LEVÁ-LO AONDE A GRAÇA DE DEUS NÃO POSSA PROTEGÊ-LO"

DESCULPEM POR TER ECRITO TANTO MAS DE CORAÇÃO, À GUARDA CIVIL MEU MUITO OBRIGADO.

o autor é Psicopedago, Professor, Educador e Ex-Guarda Municipal.

Enviado por Márcio Augusto de Salles
Extraído do Jornal Estância do Guarujá, edição 4.911 de 17 à 23/04/2010, Caderno Opnião, pag. 2.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Caos Urbano

Autor: Elias de Oliveira Vitalino

Vivemos em uma cidade que não se reconhece mais, que perdeu sua identidade, as vezes nos deparamos com perguntas do tipo Onde estamos? Para onde vamos? O que faremos? Questinamos porque percebemos a cada novo dia uma cidade diferente mais cinza e assustadora.

Ainda lembro do tempo em que ia ao trabalho com meu velho e querido fusca e fazia o trajeto de mais ou menos 18km em (20)vinte minutos, sem pressa respeitando os limites de velocidade, sinais de trânsito tranquilamente, hoje não consigo fazer este trajeto em menos de (01h) uma hora. Já cheguei a levar quase (02)duas horas para percorre-lo em algumas ocasiões.

Por que?

Vejamos hoje em São Paulo uma média de (1000)mil carros novos são vendidos todos os dias o que significa (1000)mil carros a mais no trânsito todos os dias, errado não desmanchamos carros usados, pelo menos (80%) deles trocam de proprietário só aí chegamos a (1.800) um mil e oitocentos carros "injetados" no trânsito de São Paulo quase que dairiamente.

As mortes em acidentes de trânsito já superam as mortes causadas por homicídios. São (1500) mil e quinhentas mortes por ano.

Qual o custo disto aos cofres públicos?

Incalculável acredito. Especialistas dizem que só com os congestionamentos a cidade perde quase R$ 30.000.000.000,00(trinta bilhões por ano).

Com tudo isso quero acreditar que o transporte público seja uma prioridade, pois com insvestimento maciço em trilhos e corredores de ônibus conseguiríamos uma diminuição acentuada da frota de veículos nas ruas em todos os horários, diminuiríamos o tempo perdido em congestionamentos, acidente de trânsito caíriam muito (pois a grande maioria das pessoas usam o carro para ir ao trabalho por total falta de opção) lucro para todos Cidadãos, Empresas, Governo, não é.

Então por que se investe tão pouco. Todo especialista em Cidade (perímetro urbano) é unânime em afirmar que investindo-se no transportte público de maneira coerente e de forma constante o caos no trânsito teria uma melhora acentuada em menos de (10)dez anos.

Alguns diram foi feito o rodoanel sul (quanto tempo levou pra ficar "pronto"?) As rodovias que circundam a cidade estão com asfalto em melhor estado, a que custo? E um custo contínuo pois os pedágios faça chuva ou sol são religiosamnte cobrados. Gastamos mais com pedágio do que com gasolina para irmos até Itapira por exemplo, então quem paga as estradas afinal?

Até aqui só falamos do trânsito, ainda temos os problemas de saúde pública, ah!! os nossos hospitais rezem para não precisarem.

A violência então? melhor não comentar, os escândalos políticos e as eleições chegando Deus teremos que votar nos ajude.

Preciso parar por aqui para não perder a racionalidade. Fé e Esperança a nós Paulistanos e Brasileiros......... a não ainda temos o problema com o lixo, com .....CÉUS!!!!!!

Extraído do Blog Por Uma Causa

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tem poder de policia sim – Parte II

Autor: Márcio Augusto de Salles

"Poder de Policia", que tanto se questiona ser ou não ser inerente aos guardas municipais.

Estive com o professor Jarim Lopes roseira presidente da seção regional de São Paulo e informou que tem varias vertentes a seguir, todas no sentido de corroborar a primeira assertiva, ou seja, os Guardas Municipais têm sim, poder de policia.

Corrobora-o a carta magna do Pais, que em seu artigo 144,§ 8º, contempla, ainda que facultativamente, a Constituição das Guardas Municipais, "destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei".

Por seu turno, a Constituição do Estado de São Paulo, no capitulo dedicado aos municípios, ex-vi do artigo 147, também permite que sejam constituídas essas guardas, através de lei municipal.

Cabe desde logo ressaltar que quando a Constituição Federal alude, no preâmbulo do artigo do artigo 144, que "segurança pública, dever do estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio".

Não quer se referir ao estado enquanto ente constitutivo da Federação e sim a ela própria (Federação) na sua abrangência de "estado-nação", "estado-pais", incluindo nesse conceito o município.

Assim, não é por acaso que a referência às Guardas Municipais consta de um dos parágrafos do mesmo artigo em que a Constituição Federal trata dos órgãos policiais.

Estes, como se sabe, tanto são federais quanto estaduais. Por que não podem ser também municipais?

Quanto ao conceito de poder de policia, concebido como causa e conseqüência da supremacia do interesse coletivo, o nosso código tributário nacional ( lei nº 5.172), em seu artigo 78, define-o muito bem: "considera-se poder de policia a atividade da administração pública que, direito, interesse ou liberdade, regula a prática de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes.

À disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do poder público, à tranqüilidade pública ou o respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos".

E complementa no parágrafo único: "considera-se regular o exercício do poder de policia quando desempenhado pelo órgão competente, nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder".

A Assembléia Geral das Nações Unidas, através da resolução nº 341/169, de 17/12/79, que adotou o código de conduta para os policiais, denomina-os, sempre, como "funcionários responsáveis pela aplicação da lei", sem fazer qualquer distinção entre federal, estadual ou municipal, nem mesmo utilizando o qualificativo "policial".

De resto, é sobejamente conhecida a regra adotada pela grande maioria dos países desenvolvidos, no sentido de manter suas policias preventivas, ostensivas, fardadas, na esfera municipal, onde os prefeitos são seus chefes.

Nessa linha manifestou-se, recentemente, a opinião pública defendendo, por larga maioria de votos, que o policiamento ostensivo seja de competência do município e tenha caráter civil.

Ainda por último vale lembrar que o ex-presidente Jânio da Silva Quadros, criador da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, ao ser constitucional de proteger os bens, serviços e instalações do município, saiam às ruas, em rodas, ele simplesmente respondeu: "as ruas são bens do município" e quem pode dizer o contrario?

Professor Jarim Lopes Roseira, Professor da Academia de Policia Civil e Presidente Seção Brasil/seção Regional do Estado de São Paulo - Internacional Police Association - IPA, Valho-me da oportunidade para renovar a vossa senhoria os protestos da minha alta estima e distinta consideração.

Acessem o texto: Tem poder de policia sim

domingo, 18 de abril de 2010

Partes das áreas Norte e Oeste ganham cobertura

Autor: Maurício Sósthenes Gomes

Dia 13/04/2010 (terça-feira) estive na nossa torre no Pico do Jaraguá para saber como andavam as obras deste site.

Aproveitando que minha câmera estava na mochila filmei a chegada no local, e em 16/04/2010 (sexta-feira) a empresa me ligou informando que já podíamos operar por lá, contactei então as chefias das áreas Norte e Oeste, solicitando que utilizassem os canais 03 e 05 respectivamente.

A princípio a área Norte operou com dois repetidores: este novo no Pico e outro que já estava em operação no topo de um prédio, o que causou uma certa interferência, a qual foi corrigida com o desligamento do antigo na tarde deste sábado.

As áreas que mais se beneficiaram desta inauguração foram IR-PR, e PJ que estavam isoladas do CON, e IR´s : VM,IP e IBI, que operavam isoladas do COOC.

Acessem as imagens no Blog Espectro GCM

sábado, 17 de abril de 2010

Reflexão

Autor: Carlos Eduardo Ribeiro da Costa

A vida não é fácil, venhamos e convenhamos...

Quando criança, temos a doce ilusão de crescermos, nos tornarmos Doutores, Bombeiros, Jogadores famosos de Futebol e tantas outras profissões que a mídia e nossos sonhos nos fazem crer como ideais;

Crescemos, nos tornamos adolescentes, a era da revolta, revolução mental, hábitos esdrúxulos, vontade de mudar o mundo, a política, o “sistema” (esse maldito está em todos os lugares sob várias facetas, tudo é culpa do “sistema”, algo abstrato mas tão presente que as vezes chego a pensar que é a personificação do Diabo, Demo, Lúcifer, Coisa Ruim e tantos outros codinomes, porque não mais um, Sistema)...as regras que temos que seguir, e se quisermos ser grandes, ou trabalhamos muito, ou ganhamos em uma destas tantas loterias que o governo cria para angariar fundos para “obras sociais” (afinal, manter um político abastado e nós cada vez mais pobres é uma obra social), não conseguimos ser o que sonhamos quando crianças, não nos tornamos jogadores famosos e ricos, nem um Bill Gates ou Steve Jobs, muito menos um mega empresário, nem um soldado das forças especiais a lá Rambo...;

A vida parece que molda nosso futuro e presente, apesar de todas as Religiões e Crenças alardearem que o maior presente de DEUS para nós é o “livre arbítrio”, às vezes tenho a sensação que algumas coisas já vêm prontas, como nossas tendências (dons e defeitos), e nem sempre o mais inteligente é o mais esperto, alias, quase nunca...

Vem a fase adulta, alguns demoram mais que outros, vemos adultos de dezoito anos planejando o futuro, se preparando para várias hipóteses de futuro, e alguns com quarenta anos ainda estão na adolescência, lutando contra tudo e todos, pregando a revolução ética, moral, cívica, econômica, alegando que o capitalismo é cruel e o comunismo de Karl Max é ideal...

Fomos engolidos pelo Sistema (esse cara de novo), somos mais um no grande universo de seis bilhões de pessoas, o que fazer?

Bem, um ser sem sonhos está morto, devemos sempre manter nossos sonhos vivos, e às vezes, rever nossos ideais, mas nunca desmotivar, nunca desistir, sempre manter viva a chama da esperança, reza a lenda que este é o único sentimento que o CRIADOR não tem, a esperança, pois ELE conhece o passado, o presente e o futuro portanto, não precisa esperar nada, ELE sabe tudo, e mesmo que não nos tornemos sucessos da mídia, das finanças, um herói nacional ou internacional, sempre seremos importantes, toda a sociedade precisa de nós, precisamos do gari, do lixeiro, do padeiro, do cozinheiro e de todas as outras profissões que não são as mais famosas ou rentáveis.

Bonito isto...fácil e atraente de ler, nos dá até mesmo uma vontade de deitar e voltar a sonhar como na infância e adolescência, parece que massageia o nosso ego e nos faz sentir menos impotentes ante as dificuldades que a vida nos impõe, mas para que serve? Qual o meu intento?
Infelizmente vejo vários colegas desmotivados, criticando a tudo e a todos pelas dificuldades impostas pela vida, vivem reclamando, se maldizendo e...para que?

Me parecem adolescentes revolucionários, contestando tudo, mas para contestar, temos que tomar ciência do que nos aflige, e percebo que vários colegas se colocaram no abismo, isto mesmo, se jogaram no abismo e se negam a sair de lá, preferem criticar a profundeza do abismo, a dificuldade que é escalá-lo, mas nada fazem, pelo contrario, alguns ainda cavam mais ainda, tornando o abismo mais fundo;

Todos nós nascemos sem dividas, as vezes o nosso nascimento gerou dívidas a nossos pais, nascemos sem filhos ou cônjuge e nascemos sem profissão, crescemos e adquirimos tudo isto, e sempre, não se pode negar, a vida nos deu opções dentro de nossas limitações, mas nos deu, escolhemos com quem casar, poderíamos escolher se queríamos ou não ter filhos, escolhemos se iríamos ou não estudar, e escolhemos a nossa profissão, sabíamos o que ela era e para que era, conseqüentemente, escolhemos quanto iríamos ganhar...estamos reclamando do quê? Da nossa incompetência para conosco? Porque até agora, tudo foi culpa nossa...

Quantos procuram melhorar, evoluir? Procuram estudar? Quantos procuram estar cientes de Leis e Decretos que moldam a nossa vida? Quantos têm uma caderneta de poupança ou gastam menos do que ganham? Quantos fazem outros concursos ou procuram outras profissões?

Quantos participam ativamente de alguma associação de bairro, entidade representativa de classe, partido político?

Pagar impostos para o governo não nos faz ter direitos e deveres sobre ele se não conhecermos os nossos deveres e direitos;

Pagar mensalidade para a entidade representativa de classe (comumente conhecida como “Sindicato”) não faz com que ele tenha que lutar por nós e ficarmos de braços cruzados;
O fato de votarmos e um representante político não quer dizer que ele irá agir em nossa causa, e não precisamos saber o que ele faz ou deixa de fazer;

O fato de termos um diploma de “nível superior” (acho muito esquisito este termo “nível superior”, prefiro “graduação”) não nos coloca á frente de outros, pois muito fazem uma faculdade e não aprendem nada;

O fato de professar uma religião não nos torna um ser melhor e nem irá nos livrar da responsabilidade de nossos atos e nem mesmo do inferno (apesar de não crer em inferno);
E tantas outras coisas que poderíamos fazer e não fazemos, temos a obrigação de fazer e nos omitimos;

Quantos são conformistas, preferimos ficar no fundo do abismo, não queremos escalar, não jogamos a corda para sair de lá...esperamos a GRANDE FENIX, com suas asas enormes e mitológicas para nos tirar de lá...

Grandes personagens da história se fizeram através de luta, dedicação, sacrifício... se vivemos no ostracismo é porque queremos isto.

Quantos ouço dizerem “faço apenas o necessário, nada mais e, se puder, não faço nada” ou ainda “já trabalhei demais, deixo para os outros agora”...na minha opinião, ignorância, falta de amor próprio, falta de orgulho, individualismo puro, falta de preocupação com o próximo e consigo mesmo;

Se nossa corporação está da forma que está, muito se deve a nós mesmos, não adianta culparmos chefes, comandante, secretário e prefeito, somos o resultado de nós mesmos, se fossemos melhor, estaríamos em condição bem melhor.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Liberdade Positiva

Autor: José Ubirajara targino da Silva


As Constituições contemporâneas deram ênfase à liberdade positiva, condicionada à intervenção do poder público, concebida para realização de fins públicos, objetivos predeterminados pelo Estado. Tal liberdade foi pensada como garantia de condições para o desenvolvimento do potencial humano em sociedade. A garantia de eficácia de direitos e liberdades tem como corolário a inflição de deveres ao indivíduo, tanto de abstenção de condutas como de realização de conduta determinada.

O conflito entre autonomia e obediência foi revitalizado. A idéia de coletivização dos direitos individuais ou de publicização de suas garantias, desvinculada da compreensão da liberdade de consciência, autonomia e autodeterminação, acaba por padronizar anseios pessoais e ocultar perspectivas individuais, o que faz prevalecer um direito padronizado a prestações positivas por parte do Estado, uma rede de tutelas e deveres que se sobrepõe à esfera de determinação subjetiva.

No âmbito de cada nação, tem sido discutida com freqüência a necessidade de se reconhecer autonomia individual e capacidade para fazer valer direitos (status activus processualis), garantindo-se informação, participação, impugnação de decisões e de atos lesivos à liberdade, a toda pessoa, independentemente de qualidades pessoais, tais como raça, sexo, idade, nacionalidade e da situação jurídica em que se encontre.


Tudo isso, a fim de que a compreensão do ser humano na sua individualidade seja revigorada. O aspecto subjetivo da liberdade, muitas vezes neutralizado, subestimado e não materializado quando a liberdade é concebida em termos coletivos, deve ser necessariamente enfatizado.


A história traz exemplos de que a liberdade teve como conteúdo tanto a tirania do mais forte sobre o mais fraco como o aniquilamento de uma minoria pela maioria. Não é apenas no âmbito da licitude e da tutela jurídica que se reconstrói a história da liberdade. A luta pela liberdade é visualizada, também, na constatação da ausência de liberdade. Interessa não só a liberdade permitida, mas também aquela coibida no seu exercício. Assim, o oposto da liberdade e as garantias para que a liberdade seja usufruída integram, também, a temática da liberdade.

Situações complexas, nas quais o indivíduo precisa da força estatal para remover obstáculos e fazer valer sua liberdade perante outra pessoa, grupos sociais ou mesmo contra o próprio Estado, devem ser consideradas como problemas jurídicos quando da conformação dos mecanismos de tutela da liberdade, tanto no âmbito jurídico de cada Estado como na ordem jurídica internacional.

A discussão sobre a liberdade segue caminhos tortuosos, em movimentos nunca estabilizados. Não é questão acabada. Há dificuldade de delimitação entre a liberdade entendida como não impedimento e a liberdade entendida como expressão da vontade comum. Ambas não prescindem da autonomia e capacidade de autodeterminação. Daí a dificuldade de determinação do âmbito de proteção, de tutela da liberdade.
Preocupações existem quanto à preservação da liberdade de ação subjetiva, segundo valores e interesses próprios, um espaço que a ninguém cabe interferir. Outro questionamento fundamental diz com fórmulas invasivas de proteção.


Cito abaixo alguns preceitos constitucionais:
Princípios Fundamentais
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Art. 14. § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

LEI 4.375 DE 17/08/1964
Lei do Serviço Militar.

ART.1 - O Serviço Militar consiste no exercício de atividades específicas desempenhadas nas Forças Armadas - Exército, Marinha e Aeronáutica - e compreenderá, na mobilização, todos os
encargos relacionados com a defesa nacional.

ART.2 - Todos os brasileiros são obrigados ao Serviço Militar, na forma da presente Lei e sua regulamentação.

Para finalizar este breve estudo transcrevo alguns artigos do Código Penal Brasileiro onde vemos tipos penais que creio serem comuns suas práticas por indivíduos infiltrados entre o grupo vulnerável “moradores de rua”.

Código Penal Brasileiro

Aborto
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:

Lesão corporal
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

Perigo de contágio venéreo
Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia

Perigo de contágio de moléstia grave
Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de

Perigo para a vida ou saúde de outrem
Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:

Abandono de incapaz
Art. 133 - Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono:

Exposição ou abandono de recém-nascido
Art. 134 - Expor ou abandonar recém-nascido, para ocultar desonra própria:

Omissão de socorro
Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:

Maus-tratos
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:

Furto
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:

Roubo
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência:

Dano
Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:

Estupro
Art. 213 - Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça:

Atentado violento ao pudor
Art. 214 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal:

Corrupção de menores
Art. 218 - Corromper ou facilitar a corrupção de pessoa maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, com ela praticando ato de libidinagem, ou induzindo-a a praticá-lo ou presenciá-lo:

Ato obsceno
Art. 233 - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:

Abandono material
Art. 244. Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo:

Entrega de filho menor a pessoa inidônea
Art. 245 - Entregar filho menor de 18 (dezoito) anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo:

Abandono intelectual
Art. 246 - Deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar:
Art. 247 - Permitir alguém que menor de dezoito anos, sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância:
I - freqüente casa de jogo ou mal-afamada, ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida;
II - freqüente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor, ou participe de representação de igual natureza;
III - resida ou trabalhe em casa de prostituição;
IV - mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública:

Induzimento a fuga, entrega arbitrária ou sonegação de incapazes
Art. 248 - Induzir menor de dezoito anos, ou interdito, a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade, em virtude de lei ou de ordem judicial; confiar a outrem sem ordem do pai, do tutor ou do curador algum menor de dezoito anos ou interdito, ou deixar, sem justa causa, de entregá-lo a quem legitimamente o reclame:

Subtração de incapazes
Art. 249 - Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial:

Incitação ao crime
Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime:

Apologia de crime ou criminoso
Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:

Quadrilha ou bando
Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:

Resistência
Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio:

Desobediência
Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público:

Desacato
Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:

Denunciação caluniosa
Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:

Comunicação falsa de crime ou de contravenção
Art. 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:

Falso testemunho ou falsa perícia
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral:

Exercício arbitrário das próprias razões
Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:

Decreto-Lei n° 4657, de 4 de setembro de 1942
Art. 3° - Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

Pelo exposto questiono:

Deve a municipalidade omitir-se aos prováveis crimes praticados tendo apenas o foco na função social?

Até que ponto e sob quais fundamentos, controles, condicionamentos e manipulações podemos fundamentar o uso ou a proibição da GCM de ser utilizados para impelir ou influenciar no modo de ser do morador de rua?

Até que ponto o morador de rua pode se privar do cumprimento das obrigações, solenidades e normas sociais de convívio harmônico?

Qual a dosimetria a ser aplicada de forma equânime para definir o grau de risco e/ou periculosidade que estes grupos estão expostos?

Até que ponto a Municipalidade pode intervir coercitivamente na vontade individual do morador de rua para preservar ou garantir o direito deste como cidadão?

A quem cabe fiscalizar, cumprir e fazer cumprir a lei na esfera municipal, tendo como premissa ser a vida do munícipe o bem maior?

Quais as obrigações cívico/sociais dos moradores de rua?

Como pode o Município agir para assistir os moradores de rua sem a atuação da Guarda Civil?
Acessem o Blog GCM Ubirajara-Targino

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pessoas em situação de risco

Autor: Wagner Pereira

Os moradores de rua passaram a ser tratados como pessoas em situação de risco pela Prefeitura do Município de São Paulo, aprofundando o debate de qual segmento público deve ser o gestor desta demanda.

Num primeiro momento conceituamos como um problema social devido a ausência de políticas públicas para resgatar a dignidade humana dessas pessoas, direcionando para os órgãos de assistência social, que equacionariam a dimensão e as razões de sua incidência, propondo ações de campo e administrativas em conjunto com os demais órgãos da rede pública, buscando soluções individuais e coletivas.

O envolvimento dos órgãos de saúde é fundamental, pois o estado físico e mental desta população requer cuidados por ser em sua maioria emergenciais, porém a rede existente não atende sua população regular, além de racionalmente priorizar o atendimento ao idoso, crianças e gestantes, que poderão ser moradores de rua.

O poder público tem adotado medidas que resultam na exposição da deficiência da rede social, devido anos sem políticas públicas definidas, apenas programas de governos forjados em conceitos partidários ou populistas.

A operação da Polícia Civil realizada na Cracolândia, em fevereiro, nos alertava que há algo de errado, pois foram detidas 300 (trezentas) pessoas, consideradas em situação de risco pelo programa de segurança urbana municipal, porém a rede de saúde não pode prestar assistência, causando constrangimento entre Estado e Município, pois a ação fora unilateral.

Na matéria “Em São Paulo, morador de rua vira assunto de polícia” publicada no Jornal da Tarde, observamos novamente uma inversão de valores, quando o serviço de assistência social é substituído ou executado por agentes policiais, resultando em denúncias sobre eventuais abusos praticados pela Limpeza Pública, Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar, que passam a ser investigados pelo Ministério Público.

Não bastasse os especialistas e técnicos em segurança pública direcionando para essas ações, temos o psicólogo doutor em saúde pública inserido no contexto, que toma como vedadeira a existência de truculência por parte dos agentes públicos, sendo que em nenhum momento aborda os impactos da desativação dos albergues e de soluções práticas para acomodação de cerca de 10 (dez) mil moradores de rua da Cidade de São Paulo.

Na Matéria "MP vai apurar ações da GCM" do Jornal da Tarde, a Promotoria de Justiça e de Defesa de Direitos Humanos, irá apurar a conduta da Guarda Civil Metropolitana com a instauração de inquérito civil, pois as abordagens aos moradores de rua devem ser feitas por profissionais de assistência social e de saúde, infelizmente não há menção de apuração de envetuais abusos cometidos pela limpeza pública e Polícia Militar.

As acusações direcionadas à Guarda Civil Metropolitanas propõem uma reflexão:
- se verdadeiras, há erro de formação profissional;
- se falsas, as entidades denunciantes devem ser responsabilizadas.

O inverno está próximo, teremos continuidade na Operação Baixas Temperaturas ou devemos demitir o gerente?

terça-feira, 13 de abril de 2010

A base de tudo, a família.

Autor: Sérgio Luiz Pereira de Souza


Em virtude da postagem “Os municípios e a segurança pública” ter gerado tanto comentário, devido a um anônimo ter se manifestado contrário ou até mesmo com despeito a existência das Guardas Municipais, faço um paralelo entre a sociedade e a família, visto que problemas sempre existirão nas duas estruturas.

Na família se os responsáveis por ela não se entenderem, não educarem seus filhos, não dialogarem entre si e não tentarem perceber que cada pessoa é um indivíduo, ninguém é igual a ninguém. Até mesmo gêmeos uni uterinos não o são.

Em uma família onde se tem filhos educados da mesma maneira, estudados na mesmo escola estes jamais terão a mesma personalidade. Cada um seguirá seu caminho um dia, seja ele para o bem ou para o mau, vemos exemplos no dia a dia, não haveria evolução se todos pensassem as mesmas coisas, tivessem as mesmas idéias.

Se os pais viverem em conflito haverá a separação, dando início à dissolução da família, deixando órfãos, queira ou não, seus filhos. A sociedade não precisa de mais esse problema, adversidade entre as forças que devem protegê-la, seja em âmbito federal, estadual ou municipal.

Acredito que em muitas famílias existam policiais civis, policiais militares e guardas municipais que vivem em harmonia, talvez entrando nessa discussão, mas com coerência, com respeito cada um com o trabalho exercido pelo outro.

Nós mesmos, com certeza, temos amigos em cada uma dessas instituições e nem por isso a amizade se modificou ou se abalou.

O problema talvez seja a generalização, onde se conceitua uma pessoa pela integridade de sua família ou por ações de uma pessoa membro dela.

Enquanto se discute sobre quem é de direito e de quem não deve ter direito de polícia, a marginalidade se organiza, mostra que está disposta a comandar as ações fora da lei na sociedade.

Caso esse conflito se estabeleça em generalidade, estará órfã a sociedade em geral. Um pai que não respeita a mãe, um irmão que não respeita o outro levará a família a um colapso, muitas vezes ocasionando a desintegração desta.

O colapso já está acontecendo na sociedade e isso não se dá somente no âmbito policial, segurança pública é muito mais que prender bandido, abrange todos os setores da sociedade.

Uma família feliz se dá a princípio pelo bom relacionamento entre os pais, passado para os filhos se dá pelas condições básicas a que um ser humano precisa, se dá por aqueles direitos que estão como base em nossa constituição, artigo 5º onde versa “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...”. Mas que ainda não se fez valer. Portanto, não vale a pena generalizar...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Devemos demitir o Gerente?

Autor: Wagner Pereira

A gestão de pessoas talvez seja o maior problema das Guardas Municipais, principalmente quando são impostos conceitos de gestão de qualidade que não se aplicam a segurança pública, que embora possam transparecer a idéia de inovadores e modernos, são perigosos e ineficazes devido ao grau de complexidade das atividades desenvolvidas por estes profissionais.

A premissa que o especialista e o técnico estão fadados ao insucesso não transmite qualquer racionalidade, pois inimaginável que qualquer médico possa diagnosticar todas as doenças existentes, que o advogado domine todas as áreas do direito, que o professor domine todas matérias existentes, porém como exigir que um Guarda Municipal domine todas as peculiaridades do direito ambiental, da fiscalização do comércio ambulante, do morador de rua, do menor abandonado, código penal, direito constitucional, direito administrativo, leis especiais.

As Guardas Municipais necessitam de um planejamento estratégico que defina e qualifique seu efetivo para determinada ação, fundamentada no policiamento comunitário, criando grupamentos especializados e técnicos para o exercício das especificidades do poder de polícia administrativa, com critérios objetivos de ação para promover a satisfação e excelência no serviço prestado a população.

Estarrecedor o princípio de tratar a população como cliente, pois estabelece uma relação de consumo entre o poder público, quantificando o serviço prestado em metas, distorcendo o princípio de tutela do estado sobre a saúde, educação, segurança entre tantos outros.

A análise do perfil do efetivo deve ser prioritária, bem como, a promoção de condições adequadas de trabalho, inseridas no contexto de uma gestão operacional integrada e de administração participativa, fundamentada na valorização, experiência, comprometimento, profissionalismo e a qualificação do Guarda Municipal.

Afirmar que “os clientes” das Guardas Municipais são outros órgãos públicos, por ser coadjuvante na execução do poder de polícia administrativo municipal, gera o inconformismo, pois sua existência é fundamentada na proteção de bens, serviços e instalações, ou seja, o patrimônio municipal, seus agentes e seus usuários, que nada mais são que a própria população.

Majorar serviços essenciais com metas a serem alcançadas pelo poder público é burocratizar e retirar a autonomia de seus agentes, imaginem o desastre no plano de metas da saúde, segurança, habitação e educação na Cidade do Rio de Janeiro após a ação das chuvas.

Bombeiros, Defesa Civil, Policias, médicos, enfermeiros, entre outros servidores que tem como cliente a Prefeitura, deveriam argumentar que isto não faz parte do plano de metas.

Neste caso devemos demitir o gerente?

domingo, 11 de abril de 2010

"Quais sindicatos"?

Autor: Márcio Augusto de Salles


Os servidores municipais estão sem o reajuste quadrimestral desde novembro de 2006, quando os salários aumentaram 0,97%, mas na verdade foram dados só reajuste anuais de 0,01%, "para cumprir a legislação da lei 13.303/2002, que determina que o reajuste só ocorra se as despesas com pessoal no quadrimestre não ultrapassarem 40% da receita liquida municipal.

A Secretaria Municipal de Finanças informa que, em março, os servidores também ficariam sem o tal reajuste, já que os gastos passaram a cota dos 40%.

"Temos que mudar essa regra para que os servidores tenham, ao menos, reposição da inflação, Se fosse o gasto anual com funcionalismo em 2009, teríamos 36%, pela lei de Responsabilidade Fiscal, o que nos daria reajuste".

Para a Secretaria de Finanças, trata-se de um erro conceitual, pois as duas leis têm critérios diferentes de cálculo dos gastos com pessoal.

O que esta faltando é uma discussão sobre o congelamento dos salários.

A secretaria Municipal de Gestão diz ter sistema de revisão e afirma que mantém negociação permanente com os sindicatos.

"Quais sindicatos"?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os Municípios e a Segurança Pública

Autor: Wagner Pereira

As atribuições das Guardas Municipais geram discussões inflamadas devido as posturas nada uniformes adotadas pelos prefeitos, pois há aqueles que acreditam na participação efetiva dos municípios na segurança pública, outros defendem um participação subjetiva, coadjuvante moldada de forma conceitual nos princípios da segurança urbana, por os que acreditam que segurança pública e dever dos Governos Estaduais.

Os doutrinadores em sua maioria entendem que ação das Guardas Municipais está limitada a proteção de bens, serviços e instalações numa interpretação restritiva ao disposto na Constituição Federal.

Na Cidade de São Paulo, o Estado tem realizado serviços inerentes ao município, através de atividades delegadas na celebração de convênios, transferindo o poder de polícia administrativa da fiscalização do comércio ambulante e meio ambiente.

Não é difícil observar nas praças e nos parques da metrópole bases da Polícia Militar do Estado de São Paulo, demonstrando uma inversão de valores e de competências, além de causar dúvida sobre os efeitos no combate à violência, não seria mais eficaz transferir estas bases para a Guarda Civil Metropolitana e termos mais policiais no combate ostensivo a criminalidade que aumenta a cada ano.

A “Operação Visibilidade Noturna” que teve inicio esta semana reforça a tendência da política de governo em estabelecer parcerias com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que será a responsável em identificar pontos da Cidade, que tenham deficiência de iluminação pública, mato alto e demais problemas relacionados à segurança, conforme matéria “PM irá fiscalizar ruas sem luz”, publicada no Jornal da Tarde, causando mais uma dúvida se a segurança pública é competência do Estado, como os municípios devem adotar medidas de segurança?

A resposta é bem simples e constitucional, segurança pública é de responsabilidade de todos.

As políticas de governo são vinculadas a determinado partido ou político, enquanto políticas públicas buscam atender as necessidades da população a médio e longo prazo, nos permitindo refletir se essas medidas permanecerão num eventual insucesso nas urnas dessa aliança Estado/Município.

Não podemos esquecer que determinadas medidas eleitoreiras causam transtornos por anos a população, basta relembrar a aventura do Plano de Atendimento à Saúde – PAS, da Prefeitura do Município de São Paulo, implantado na Administração Paulo Maluf.

Infelizmente os defensores da municipalidade encaram com naturalidade os convênios que delegam o poder de polícia administrativo do Município ao Estado, não sendo surpreendente que a atividade delegada seja ampliada a setores como educação e saúde, mas principalmente aos procuradores municipais que defendem a “atividade delegada”.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A culpa é de Deus?

Autor: Sérgio Luiz Pereira de Souza
Formado em Ciências da Computação pela Universitário Nove de Julho - UNINOVE


Desde criança ouvimos que o Brasil é um país abençoado, pois não é atingido por catástrofes naturais.

E como não poderia deixar de ser, nosso povo piadista nunca deixa passar em branco qualquer circunstância para lançar mão de uma gozação, nesse caso emenda com aquela de que Deus ao criar o mundo presenteou nosso país com uma fauna e flora exuberante, uma geografia estupenda e nos aliviou de terremotos, maremotos, vulcões e demais problemas nesse sentido que poderia atingir nossa nação, a piada é que como nem tudo é perfeito, segundo o piadista, ao ser questionado do por que merecíamos tal presente Deus teria respondido – “Espere para ver o povinho que vou colocar lá”.


Ora, o que vem acontecendo já há algum tempo em virtude das chuvas constantes, primeiro em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e agora no Rio de Janeiro, se não é uma catástrofe, então vale a piada.

É visível a invasão em áreas de risco por famílias sem condições de adquirir um lar em local seguro, mas também é visível a indiferença como é tratado esse assunto antes de acontecer os desabamentos e enchentes provocados às vezes por chuvas nem tão torrenciais assim. A culpa, meus amigos, cai sempre sobre aquele que se aventurou a construir um barraco à beira de córregos, ribanceiras, morros e sobre aqueles que jogam lixo nas ruas provocando o entupimento de bueiros e galerias. Mas seria somente essa a causa?

Claro que uma coisa leva a outra, assim como a vida, tudo é um ciclo.

Assim como tem se tornado um ciclo quem está no comando sempre acusando seu antecessor de não ter feito nada para evitar tais tragédias esquecendo-se que após quatro anos, se não se reeleger, esse também terá um sucessor que poderá jogar sobre sua responsabilidade o que ocorrerá de ruim durante seu mandato.

Vale ressaltar que tem chovido mais que a média, como indicam os meios de comunicação a cada dia, mas convenhamos que essa certeza sentimos na pele a cada chuva que cai.

Creio que um problema maior, e esse sim surge do povo, é esquecer depois de algum tempo o acontecido e ter como forma de certa aceitação, tratar as tragédias de outros países como problemas maiores que os nossos.

Claro que o acontecido no Haiti foi sim uma catástrofe sem tamanho e merece nossas considerações e ajuda, mas como vamos consertar a casa do vizinho se a nossa está caindo, quando a temos. O duro é saber que o ano que vem tem mais chuva, essa sim isenta de culpa e abençoada por Deus.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Apreensão de Armas de Fogo e a Redução da Violência

Autor: Wagner Pereira

As avaliações sobre as estatísticas referentes a violência no Brasil causam incompreensão, pois os conceitos apresentados são conflitantes.

A pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), estabelece que para cada 18 (dezoito) armas de fogo apreendidas evita-se um homicídio, sendo que no período de 2001 à 2007 foram apreendidas 228.813 armas de fogo no Estado de São Paulo, representando uma queda de aproximadamente 13.000 (treze mil) homicídios, conforme dados apresentados na matéria Restrição a armas poupou 13 mil vidas, publicada no Jornal da Tarde.

Na mesma edição do Jornal da Tarde foi publicada a matéria Homicídios e roubos registraram alta em 2009, referindo-se aos dados apresentados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

No primeiro caso a estatística se refere ao período de 06 (anos), aproximadamente 2190 (dois mil cento e noventa) dias, representando 104 armas apreendidas por dia, ou seja, quase 6 (seis) homicídios evitados.

Porém, como explicar o aumento no número de homicídios registrados no Estado de São Paulo no ano de 2009, talvez por uma redução no número de armas apreendidas ou foram utilizados outros meios para a prática do crime.

Devemos relembrar o filme Tropa de Elite, quando um oficial orienta que corpo na praia é afogamento, no caso de São Paulo que corpo na via pública é encontro de cadáver, sendo que em ambos o fato dos corpos possuírem ferimentos causados por projéteis de arma de fogo é irrelevante.

Atribuir redução de violência a apreensão de armas de fogo é iludir o cidadão, a sensação de insegurança cresce a todo dia, enquanto continuar a ingerência do sistema de segurança pública por aventureiros, técnicos e especialistas a tendência é piorar.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nem tudo dá certo na primeira tentativa!

Autor: Maurício Sósthenes Gomes


Após a implantação de alguns de nossos repetidores tivemos a grande satisfação de constatar grandes melhorias na radiocomunicação da GCM, exemplos disto são os canais 04 na LESTE e 01 na SUL, que depois de ativados, melhoraram drasticamente a cobertura de rádio existente até então.


Mas como nem tudo dá certo logo de cara, em algum lugar teríamos algum tipo de problema, e é isto que está ocorrendo no nosso site da área CENTRO, com os repetidores dos canais 02,06 e 09.

Por algum motivo que nós (empresa e GCM) ainda não descobrimos, há uma deficiência na recepção de sinais mais fracos como de ht´s ou vtr´s mais distantes do repetidor, tal fato prejudica a recepção do equipamento, fazendo com que os sinais fiquem deteriorados quando retransmitidos.

Há diversas hipóteses que estão sendo investigadas, mas as principais possíveis causas podem estar relacionadas à parte que fica exposta ao tempo: Cabeamentos e Antenas, o que dificulta, nestes dias chuvosos, a detecção do problema.

O que causa estranheza é o fato de que todos os equipamentos do site Paulista ser exatamente iguais aos instalados nos sites que operam com sucesso, nada é diferente: mesmas antenas, mesmos cabos, mesmos repetidores, enfim, tudo leva a acreditarmos que o problema esteja em algum detalhe, que de tão pequeno, continua a passar despercebido.

Aos amigos da área CENTRO, neste momento só me resta pedir paciência, e para São Pedro pedir uma trégua para trabalharmos na torre.






FOTO: Equipamentos do site da LESTE, canais 04 e "futuro" canal 12.







Extraído do Blog Espectro GCM

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chuvas de Verão: GCM Miranda e a Operação Cunha

Autor: Wagner Pereira

As chuvas de verão castigaram várias cidades brasileiras, algo que parecia distante, tornou-se próximo, devido ao descaso do poder público em permitir o desenvolvimento insustentável, proporcionando o caos no Jardim Romano, localizado na periferia da Cidade de São Paulo, que permaneceu por mais de 30 (trinta) dias alagado, como a tragédia em Angra dos Reis e em mais 59 (cinqüenta e nove) municípios do Estado de São Paulo que decretaram situação de emergência.

A matéria Mortes por chuva batem recorde no Estado, publicada no Jornal da Tarde nos propõe um reflexão de quais políticas públicas preventivas estão sendo adotadas pelo Poder Público Municipal e Estadual para se evitar tragédias desta natureza no próximo verão.

Destacamos na matéria Você na Tragédia, de autoria de Maurício Sósthenes Gomes, publicada no início de janeiro de 2010, o empenho do Guarda Civil Metropolitano - 1ª Classe, José Antônio Miranda, Técnico em Telecomunicações, Rádio-Amador, trilheiro e morador de Cunha-SP, que não mediu esforços para auxiliar as equipes de resgate compostas pelas Forças Armadas, Polícia Militar e Defesa Civil demonstrando que juntos podemos fazer a diferença e que eventuais desavenças são promovidas por questões políticas.

Temos a oportunidade de publicar os videos referentes ao trabalho realizado pelo GCM Miranda, que instalou em sua residência uma central de comunicações com equipamento próprio, possibilitando auxílio a Defesa Civil do Estado de São Paulo, através da Rede Nacional de Emergência de Radio Amadores.

Operação Cunha - Parte I

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Operação Cunha - Parte II



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Operação Cunha - Parte III

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Os videos também estão disponíveis no Youtube:

Operação Cunha - Parte I
Operação Cunha - Parte II
Operação Cunha - Parte III